Crianças com Down dão show de amor e respeito às diferenças

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Notícias de intolerância, preconceito e falta de amor ao próximo têm tomado conta dos nossos noticiários. Mas, ao olhar para os pequenos Arthur, Anna Heloisa e Samylla percebemos que ainda há esperança em um futuro melhor.

Anna Heloísa é portadora da Síndrome de Down, participa das aulas regulares do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) A Pequena Manjedoura, na Serra, e no olhar dos amiguinhos em nada ela se difere.

No dia 21 de março, se comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down (SD). O secretário de Educação, Gelson Junquilho, explica que quando as crianças crescem com as diferenças aprendem a respeita-las.

“Por isso, é muito importante que haja interação e troca de experiências desde cedo entre a criança especial com aqueles que não possuem deficiência”.

Gelson afirma que a Educação da Serra trabalha a todo o momento para que todos os alunos, público alvo da Educação Especial, sintam-se incluídos no processo de aprendizagem. Atualmente, o município atende 87 alunos com síndrome de down (30 na educação infantil e 57 no fundamental).

“Em conjunto com outras secretárias, como a de Saúde e Assistência Social, também planejamos ações integradas, para assistir não só as crianças, mas, suas famílias”.

O secretário da pasta lembrou ainda que há cerca de 30 anos, a maioria das crianças especiais frequentavam apenas instituições especializadas. “Essa realidade tem mudado. E devemos trabalhar para estruturar nossas redes e conscientizar, cada vez mais, as famílias da importância dessa integração. Na Rede Municipal de Ensino da Serra, temos, atualmente, 1.780 alunos especiais, sendo 87 estudantes com Síndrome de Down”, informou.

Independência

A mãe de Anna Heloísa Souza Torquato, Jéssica Souza, conta que houve medo e muitos comentários contrários à sua ideia de matricular a filha em uma creche. “Fiquei com receio no começo, mas, hoje vejo como algo muito positivo. A Anna cresceu e aprendeu muita coisa a partir do momento que entrou no Cmei. Os professores são maravilhosos com ela e os amiguinhos ajudam e cuidam dela”.

Jéssica conta ainda que quando descobriu que a filha tinha Down achou que ela seria incapaz de fazer algumas coisas. “Mas, hoje, vejo uma menina independente”. A mãe também compartilha que dentro de casa a Anna não tem privilégios comparada ao irmão. “O tratamento é igual. Todos tem hora, tem regras”, contou.



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