Campanha espera vacinar pelo menos 867 mil pessoas contra gripe no ES

Vacina-gripe

O Espírito Santo tem 963.932 pessoas como público-alvo da 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, que começa no dia 23 de abril e vai até 1º de junho, com o dia D no dia 12 de maio. Conforme recomendado pelo Ministério da Saúde, a meta é vacinar pelo menos 90% dessa população, ou seja, 867.538 pessoas. Para atender a essa necessidade, o estado deve receber do Ministério da Saúde o total de 1.060.400 doses da vacina.

Ao receber as doses, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) faz a distribuição para os municípios para que eles vacinem o público-alvo, ação que é realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou conforme a estratégia de cada administração. A coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo, destaca que todos aqueles que fazem parte dos grupos prioritários da campanha devem receber a vacina para obter proteção contra a gripe e evitar possíveis complicações de saúde.

A lista de grupos prioritários da campanha inclui crianças de 6 meses até menores 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias); trabalhadores de saúde; gestantes; e puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto); pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais; povos indígenas; pessoas com 60 anos ou mais; professores que atuam em sala de aula em escolas públicas e privadas de ensino infantil, fundamental, médio e superior; população privada de liberdade; adolescentes e jovens sob medida socioeducativas e funcionários do sistema prisional.

A coordenadora do Programa Estadual de Imunizações explica que a gripe é causada pelos vírus influenza, sendo que o vírus A e B são os que provocam maior impacto na saúde humana. A vacina que será aplicada na campanha deste ano protegerá contra os vírus A (H1N1), subtipo Michigan/45/2015; A (H3N2), subtipo Singapore/INFIMH-16-0019/2016; e B, subtipo Phuket/3073/2013, que são, segundo Danielle, as cepas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde para a prevenção da gripe na temporada de 2018. Observa-se, portanto, duas modificações com relação ao ano de 2017, quando a dose era composta por cepas dos vírus Influenza A (H1N1) subtipo Michigan/45/2015; A (H3N2), subtipo Hong Kong/4801/2014; e B, subtipo Brisbane/60/2008-like.

Danielle Grillo alerta que mesmo aqueles que foram vacinados na campanha do ano passado precisam se vacinar este ano para ficarem protegidos, já que a composição da vacina muda a cada ano devido às constantes mutações dos vírus influenza. Segundo Danielle, a pessoa fica protegida em torno de dez dias após a vacinação. Há situações em que pessoas relatam terem ficado gripadas depois de terem tomado a vacina influenza, mas a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações explica que a vacina é composta de vírus inativado (morto e fragmentado), portanto, não provoca a doença. Pode acontecer, no entanto, de a pessoa ter tido contato com o vírus influenza poucos dias antes de ser vacinada ou antes de o corpo ter produzido a imunidade, por isso a doença se desenvolve no organismo mesmo com a aplicação da vacina.

O que é a influenza

Conforme explica o Informe Técnico enviado aos estados pelo Ministério da Saúde, a influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém‐contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto para a boca, os olhos e o nariz.

Segundo Danielle Grillo, estudos mostram que a hospitalização e a morte por influenza ocorrem principalmente entre pessoas de grupos de alto risco que não receberam a vacina, como idosos; portadores de doenças crônicas e condições clínicas especiais; crianças menores de 5 anos de idade, ainda que previamente saudáveis; e mulheres gestantes ou na fase do puerpério.

Em alguns casos, a infecção pelo vírus influenza pode evoluir para um quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em que o paciente apresenta sintomas gripais associados a uma forte dificuldade de respirar. Os sintomas da gripe são agudos, ou seja, surgem de repente. A pessoa começa a se sentir mal, logo vem a dor de garganta, muita dor no corpo, febre alta prolongada e tosse.

Muitos sintomas são semelhantes ao do resfriado, que também dá tosse, coriza, apesar de a pessoa não ficar tão prostrada e às vezes nem ter febre. Para não haver dúvida nem correr risco, é importante buscar atendimento médico mesmo se os sintomas forem mais brandos. O médico é quem poderá, de forma segura, fazer o diagnóstico e determinar o tratamento.

Em 2018, foram registrados cinco casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por Influenza no Espírito Santo, sendo dois casos por Influenza A (H3N2), um caso por Influenza A (H1N1) e dois casos por Influenza B. Destes, um caso evoluiu para óbito por Influenza B. Já em 2017 o estado registrou 67 casos de SRAG por Influenza, sendo 54 casos por Influenza A (H3N2), um caso por Influenza A (não subtipado) e 12 casos por Influenza B. Destes casos, sete evoluíram para óbito (H3N2).



Outras Notícias


Seis personalidades da Cultura Capixaba receberão a Comenda Rubem Braga

São Lázaro - amigo de Cristo

Santa Cristiana, instrumento providencial

Projetos em defesa dos animais são votados

Novas academias e espaços esportivos revitalizados

Comerciantes de Itapemirim ganham Botão do Pânico para evitar assaltos

Veja os municípios do ES que estão em situação de alerta ou risco de chikungunya, dengue e zika

Agenda Verão Família 2019 de Marataízes inicia no sábado (22)

Adequações de horários em quatro linhas a partir de segunda (17)

Horário de atendimento no Banestes no fim de ano

São João da Cruz, conhecido como doutor místico

Programação musical de Natal começa nesta quinta (13)

Comércio de Cachoeiro-ES define o horário de Natal

Dona de casa tem 65% do corpo queimado em Cachoeiro

Uso de canudos plásticos é proibido em todo o Espírito Santo

D1 Notícias ©2010-2011. Todos direitos reservados.