Espírito Santo vai realizar ato em defesa da Amazônia nesta sexta (23)

Amazonia

Militantes capixabas e cidadãos que estão preocupados com o aumento das queimadas na região amazônica vão realizar um ato em defesa da maior floresta tropical do mundo nesta sexta-feira (23). O 1º Ato Amazônia na Rua do Espírito Santo está marcado para as 17 horas na Praça do Papa, na Enseado do Suá.

“A Amazônia está queimando, estão queimando nossa flora/fauna e nossos povos ancestrais. Não podemos deixar o descaso acontecer sem que façamos nada para impedir. Vamos para a rua lutar pela Amazônia, pelo mundo que queremos preservar!”, conclama a chamada para a manifestação, que está sendo compartilhada nas redes sociais, sobretudo numa fanpage criada para divulgação do protesto e em grupos de WhatsApp, como o SOS Amazônia Vix.
No ato, os manifestantes levantarão as seguintes bandeiras: defesa pela fiscalização, pela divulgação de dados, por políticas de proteção e recuperação, pela manutenção do fundo Amazônia, contra o avanço das pastagens do agronegócio, pela conscientização sobre o consumo da carne e pela demarcação das terras indígenas e quilombolas.

De acordo com dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), as queimadas no Brasil, que estão concentradas da região amazônica, aumentaram 82% de janeiro a agosto deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 71.497 focos neste ano, contra 39.194 em 2018. Esta é a maior alta e também o maior número de registros em sete anos no país.

O protesto no Espírito Santo também encontra respaldo no fato de que os estados da região sudeste serão os mais prejudicados com um possível fim da floresta amazônica. O desmatamento e as queimadas, segundo os especialistas, poderão destruir toda a produção agrícola presente no sudeste (além do centro-oeste e sul), uma vez que é graças aos ‘rios aéreos’ da Amazônia que essa região não é um deserto a exemplo das demais faixas territoriais em latitudes semelhantes do globo terrestre, como o Atacama, no Chile; o da Namíbia, na África; e o deserto da Australia.

Essa relação foi demonstrada, na última segunda-feira (19), quando o “dia virou noite” em São Paulo, no Mato Grosso do Sul e no norte do Paraná. Por volta das 15h, uma forte névoa escura cobriu a capital paulista, deixando a cidade no breu. Especialistas explicaram que uma frente fria com ventos marítimos originada do Sul do Brasil trouxe uma nuvem do tipo stratus, mais baixa e carregada. Junto a isso, a fumaça originada das queimadas da floresta amazônica nos estados do Norte foi potencializada com focos em outros países da América Latina.
Nota em defesa da Floresta Amazônica

Nessa quarta-feira (21), a Comissão para Ação Missionária da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo emitiu uma nota, em que repudia os irreversíveis danos que estão ocorrendo na região da Floresta Amazônica. Importante ressaltar que a Arquidiocese de Vitória tem como Igreja irmã a Prelazia de Lábrea, região com uma extensão territorial de mais de 232 mil quilômetros, quase o tamanho do estado de São Paulo.

“A Comissão para Ação Missionária da Arquidiocese de Vitória, inspirada nos valores evangélicos da defesa da vida, manifesta sua gravíssima preocupação diante do cenário de devastação das queimadas que estão ocorrendo na região norte do país, atingindo o nosso maior patrimônio, a Floresta Amazônica. Compreendemos como absolutamente irreversíveis os danos praticados contra todo o ecossistema. É inaceitável que existam propostas em defesa do desmatamento, matando a vida de milhares de animais, árvores sendo derrubadas e queimadas, toda a população ribeirinha e indígena sofrendo incessantemente.

E continua: “A Região da Amazônia é chamada de “pulmão verde do mundo” e por isso é considerado importante em sua influência para o clima de todo o planeta. Assim sendo, todos os abusos ecológicos na Amazônia influenciam negativamente para toda humanidade. Estamos sensivelmente atentos principalmente à região da Prelazia de Lábrea, Igreja Irmã da Arquidiocese de Vitória. Naquela região, encontram-se milhares de irmãos e irmãs que sobrevivem do peixe e da farinha, do Rio Purus que sustenta a vida de todo o bioma. Chamamos a atenção do Governo Federal e toda a sociedade à consciência através das palavras do Papa Francisco para o Sínodo da Amazônia, ‘É um lugar representativo e decisivo, contribui de modo determinante para a sobrevivência do planeta. Grande parte do oxigênio que respiramos é proveniente dali. Eis o motivo porque o desmatamento significa matar a humanidade’!”.



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